segunda-feira, 23 de maio de 2011

Integrar sexo, erotismo e amor



Há pessoas que se contentam com as dimensões mais superficiais da sexualidade e pouco desenvolvem a comunicação erótica, o encontro com o outro sexo e o amor, entendido como o encontro entre duas pessoas que estão cada vez mais disponíveis, mais abertas, mais integradas.
No entanto, essas pessoas conseguiriam realizar-se mais se integrassem, em níveis cada vez mais profundos, a sexualidade, o erotismo e o amor:
  • Integrar o sexo como instinto, como expressão de desejo, de satisfação imediata, de prazer sensorial;
  • Integrar o erotismo como atração forte, que nos leva a uma aproximação ampla, intensa entre duas pessoas sexuadas,
  • Integrar o amor como o encontro sensorial, emocional, intelectual e espiritual.
A auto-afirmação, do homem e a da mulher, não se faz por oposição - do homem contra mulher ou da mulher contra o homem. Faz-se pela valorização do que cada um tem de melhor.
O que interessa é sermos pessoas sexualmente maduras, realizadas, abertas, independentes, que saibam interagir com o mesmo e com o outro sexo, que saibam agir sozinhas e em grupo.
Quanto mais evoluídas as pessoas forem em todas as dimensões das suas vidas, mais poderão avançar na integração sexo-erótico-amorosa. Por outro lado, só poderemos estar integrados como pessoas se a nossa sexualidade, erotismo e sentimentos amorosos também o estiverem.
Podemos desenvolver interações eróticas - não necessariamente de expressão sexual/genital - com diversas pessoas, na medida em que estivermos sintonizados, em que houver trocas ricas, sentimentos mútuos.
Podemos também desenvolver formas de amor diferentes com mais de uma pessoa. Podemos nos comunicar amorosamente, em diversos níveis, com diferentes pessoas.
É importante ser capaz de interagir pela amizade e amor com várias pessoas. Mas a integração profunda entre sexo, erotismo e amor só se consegue vivenciar na sua plenitude, provavelmente, com uma mesma pessoa por um longo período.
Pessoas dependentes fazem do sexo um refúgio ou fuga superficiais, quantitativos, alternando picos de realização e de frustração. Pessoas livres conseguem níveis mais ricos, profundos e permanentes de integração do sexo, do erotismo e do amor.

(extraído do site:http://www.eca.usp.br/prof/moran/sexo.htm)

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